Vai cancelar?

Gilmar Mendes vê possibilidade de anulação de delações da Odebrecht após vazamentos

"Isso é muito sério. O vazamento seletivo. O vazamento antes de chegar a autoridade, que no caso é o ministro Teori [Zavascki], que é o relator", disse

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SÃO PAULO – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira (13) que os ministros do tribunal vão “ter que discutir com seriedade a questão dos vazamentos” de delações premiadas. Para ele, existe a possibilidade dos acordos de colaboração dos executivos da Odebrecht serem cancelados por este motivo.

“Isso é muito sério. O vazamento seletivo. O vazamento antes de chegar a autoridade, que no caso é o ministro Teori [Zavascki], que é o relator. São muitos os problemas que precisam ser discutidos. O STF tem de tomar posição sobre isso”, disse Gilmar. “Tem de ser examinado. O próprio relator tem de analisar. É possível [a anulação]”, disse.

O ministro ainda ressaltou que os vazamentos são crimes e trazem consequências. “Às vezes, uma consideração de índole pessoal, sem nenhuma imputação, a acusação já se transforma na interpretação de vocês e no mundo político, uma questão de grandes consequências. Não terá consequências penais, não terá relevância do ponto de vista jurídico, mas vai ter consequência”, afirmou.

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Ministros do STF têm demonstrado incômodo com o vazamento dos depoimentos tomados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de investigados na Lava Jato, principalmente, as oitivas mais recentes, que estão relacionadas com a empreiteira Odebrecht e ainda não foram enviadas ao Supremo para homologação.

Na semana passada, após a divulgação das primeiras delações, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou que vai apurar o vazamento para a imprensa de documento sigiloso que seria relativo à delação premiada de um dos executivos da Odebrecht.

Com Agência Brasil