Gilmar Mendes defende Rodrigo Pacheco para futura vaga no STF: “Jogo para adultos”

Ministro disse à Folha de S.Paulo que Corte precisa de “pessoas corajosas” e cita o presidente do Senado como nome ideal para suceder Barroso

Marina Verenicz

Ativos mencionados na matéria

(Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
(Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes demonstrou interesse em defender o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a próxima vaga aberta na Corte.

“O STF é jogo para adultos”, afirmou Gilmar, defendendo que a Corte precisa de integrantes “corajosos e preparados juridicamente”, em declaração dada à coluna de Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo. Segundo o jornal, a fala foi feita diante do próprio presidente do Senado, que ouviu sem comentar.

A movimentação ocorre em meio às especulações sobre uma possível saída de Luís Roberto Barroso em setembro, quando encerra seu mandato na presidência do STF. Caso se confirme, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará indicar um novo nome. Outros ventilados são o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o controlador-geral da União, Vinicius de Carvalho.

Se Barroso decidir permanecer no tribunal, a próxima aposentadoria compulsória ocorrerá apenas em abril de 2028, quando Luiz Fux completa 75 anos. Gilmar Mendes, no entanto, reforçou à Folha que sua preferência por Pacheco não está condicionada a datas específicas.

STF sob pressão externa

A disputa por futuras cadeiras no Supremo acontece em um momento de tensão entre o Judiciário brasileiro e o governo dos Estados Unidos. Desde o início do mês, ministros foram alvo de medidas do presidente Donald Trump, que tenta barrar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Entre elas, o cancelamento de vistos de magistrados e familiares, medida que atingiu Barroso e seu filho, Bernardo, que estava de férias em Miami.

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A ação mais dura foi direcionada a Alexandre de Moraes, sancionado pela Lei Magnitsky, o que impede relações financeiras com instituições ligadas aos EUA.

Dos EUA, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) continua a atacar ministros do STF, dizendo estar “em exílio” e defendendo publicamente as sanções impostas ao Brasil.