Sem amarguras

Gerdau “convoca” rebelião, mas Dilma releva:”pode dizer o que quiser”, diz interlocutor

Um dos maiores críticos da falta de diálogo do Planalto com o empresariado, ele sugeriu mudanças para o próximo governo durante fórum, mas Dilma relevou críticas

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SÃO PAULO – O empresário Jorge Gerdau Johannpetter destacou, durante palestra na 27ª edição do Fórum da Liberdade, na última terça-feira, 7 em Porto Alegre, que a população se rebele diante da falta de infraestrutura e da qualidade dos serviços do País. “Uma placa que vi e achei interessante diz que a Central do Brasil há 30 anos é igual. Tem que ter rebelião, gente”, disse.

Gerdau é um dos maiores críticos da falta de diálogo do Planalto com o empresariado e, com isso, sugeriu mudanças para o próximo governo. O empresário destacou que o Brasil precisa aumentar sua poupança, investir em infraestrutura e melhorar sua governança e produtividade para crescer mais dos que os índices próximos a 2% dos últimos anos.

Também sugeriu metas ousadas, como dobrar o PIB per capita até 2030. Além disso, criticou ainda a insistência do Brasil em se aproximar do Mercosul. “Enquanto os países do grupo do Pacífico têm crescimento de 5% a 6% ao ano, se aproximando do bloco norte-americano, que está se integrando com a Europa, nós ficamos brincando de Mercosul bolivariano”, disse. Também sugeriu a diminuição do tamanho do Estado e disse que o próximo governo brasileiro deveria ter apenas seis ministérios. 

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Contudo, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, apesar de não ter gostado das afirmações do empresário, que também preside a Câmara de Políticas de Gestão do governo, Dilma relevou as declarações. “O Gerdau tem crédito na casa”, destacou um interlocutor de Dilma, afirmando que ele foi defensor número um da presidente e da Petrobras (PETR3;PETR4) em questões polêmicas como a compra da refinaria de Pasadena. O empresário foi conselheiro da Petrobras por 13 anos, mas não foi reeleito na última reunião do conselho da petrolífera, no início de abril. 

“Ele pode dizer o que quiser”, destacou o interlocutor, dizendo que todas as afirmações de Gerdau já eram de conhecimento de Dilma.