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Geithner defende decisões do Fed de NY e aceita falar ao Congresso sobre AIG

Secretário do Tesouro é acusado de pedir para AIG não divulgar informações completas sobre ajuda do governo

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SÃO PAULO – O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, respondeu aos crescentes questionamentos a respeito de suas ações durante a crise, defendendo a ajuda monetária a bancos.

Segundo Geithner, as decisões sobre injeção de recursos em instituições financeiras foram necessárias – incluindo as ajudas feitas sem a divulgação completa de informação ao mercado.

O secretário concordou em prestar esclarecimentos e discutir o assunto no Congresso norte-americano no final deste mês. Geithner defende as movimentações feitas para auxiliar bancos como Goldman Sachs e a gigante de seguros AIG.

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Acusações
As declarações são fruto de constante e intenso questionamento de congressistas a respeito das atitudes do secretário do Tesouro quando ainda ocupava o cargo de presidente do Federal Reserve de Nova York.

As dúvidas baseiam-se em e-mails encontrados pelo republicano Darrell Issa, que revelam o pedido feito pelo Fed de NY à AIG para que esta não divulgasse informações completas a respeito do pacote de ajuda financeira, que somou US$ 182 bilhões.

As provas referem-se especificamente ao dinheiro emprestado à seguradora para pagamento de dívidas com outras instituições financeiras norte-americanas. Issa, que também é diretor do painel que investiga as ações do governo, afirma que o Fed de NY pediu que a AIG pagasse integralmente seus credores, ao invés de pedir desconto.

Respostas
Isso levou a uma grande discussão não só sobre o dinheiro dos contribuintes que teria sido gasto “a toa”, mas também sobre em qual grau estas informações deixaram de ser prestadas.

Além do próprio Geithner, outros agentes financeiros também estão ganhando mais atenção, como o ex-secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente do Fed, Ben Bernanke.

No próximo dia 27, Geithner irá prestar esclarecimentos juntamente com o inspetor geral especial Neil Barofsky, o conselheiro geral do Fed NY, Thomas Baxter, e Elias Habayeb, ex-diretor executivo da divisão da AIG envolvida nas críticas.

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