Na crise

Gastos do governo com assessoria de imprensa crescem 28% em 2016

As companhias que mais receberam recursos públicos pelo serviço foram FSB Comunicação (R$ 68,4 milhões, ou 38,1% do total), CDN (R$ 29,5 milhões, ou 16,4% do total) e Grupo Informe (R$ 24,9 milhões, ou 13,9% do total)

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SÃO PAULO – Em meio às discussões sobre a censura aos jornais O Globo e Folha de S. Paulo por conta da publicação de reportagens acerca da tentativa de um hacker de chantagear a primeira-dama, Marcela Temer, e após a restrição na circulação de jornalistas no quarto andar do Palácio do Planalto, o portal Poder 360 traz, nesta terça-feira (14), a notícia de que a União pagou ao menos R$ 179.203.705,85 por serviços terceirizados de assessoria de imprensa em 2016.

O número representa um aumento de 28% em relação a 2015, quando foram gastos R$ 140.001.326,47. As companhias que mais receberam recursos públicos pelo serviço foram FSB Comunicação (R$ 68,4 milhões, ou 38,1% do total), CDN (R$ 29,5 milhões, ou 16,4% do total) e Grupo Informe (R$ 24,9 milhões, ou 13,9% do total). Os dados apresentados não incluem valores pagos por empresas estatais que contratam assessorias de imprensa terceirizadas, caso da Petrobras.

No ano passado, o Ministério da Saúde foi o órgão que mais gastou com serviços de assessoria de imprensa. Juntos, conforme conta a reportagem do Poder 360, o ministério e a ANS (Agência Nacional de Súde Suplementar) gastaram R$ 25,2 milhões. Na sequência vem o Ministério do Esporte, com gastos de R$ 18,5 milhões. A Presidência da República, por sua vez, desembolsou R$ 19 milhões entre despesas de 2016 e gastos de outros anos pagos em 2016.

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