Garibaldi Alves admite que votação da reforma tributária pode ser prejudicada

Eleições municipais do próximo ano deixam menos tempo para o Congresso Nacional avaliar e votar a proposta

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SÃO PAULO – O presidente do Senado, Garibaldi Alves, admitiu nesta sexta-feira (14) que a votação da reforma tributária pode ser prejudicada pelas eleições municipais do próximo ano, na medida em que o Congresso Nacional terá menos tempo para analisar a proposta.

Para Garibaldi, com as eleições em outubro, a proposta do governo deverá ser avaliada e votada, no máximo, até julho. “Vamos lutar para que ela seja votada no primeiro semestre. No segundo, com clima de eleição, será impossível”, disse o presidente da Casa.

Reforma tributária e inflação na pauta

A reforma tributária será uma das prioridades do Senado depois da derrota do governo na votação que prorrogaria a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. A rejeição fez o governo perder os R$ 40 bilhões anuais arrecadados com o tributo.

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Garibaldi ressaltou que a preocupação agora é com a inflação. “Os R$ 40 bilhões vão ficar nas mãos da população, mas não podemos nos esquecer de que ficará, também, nas mãos dos empresários. Me preocupo com o aspecto inflacionário. O Brasil não pode abrir mão de uma política antiinflacionária”, destacou.

Nome de consenso

Garibaldi Alves foi eleito presidente da Casa na última quarta-feira, por 68 votos a 8. Único candidato a concorrer à sucessão de Renan Calheiros, ele foi considerado um nome de consenso tanto pelo governo quanto pela oposição.