Alta "artificial"?

Fundo Verde vê análise “apressada” da eleição e reduz posição na Bovespa

Para um dos maiores fundos do Brasil, análise dos mercados sobre pesquisas de opinião para eleição presidencial de outubro foi "apressada"

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SÃO PAULO – O Fundo Verde, um dos maiores fundos de hedge do mundo, vai reduzir exposição nas ações brasileiras, aproveitando o período de “bonança artificial” vista no Ibovespa no último mês, quando o principal índice de ações da Bolsa subiu 7,05%. A opinião veio em carta divulgada aos cotistas nesta quarta-feira (9) referente ao mês de março. 

Para o gestor do fundo, Luis Stuhlberger, a análise do mercado sobre eleição foi apressada. “Os mercados voltaram a acreditar que o futuro será melhor do que o presente – um poderoso elixir para os preços dos ativos – seja porque a atratividade dos juros altos inebria o investidor estrangeiro, seja por conta de análises apressadas de pesquisas de opinião”, disse.

Embora tenha reduzido exposição na Bovespa, Stuhlberger segue sua a tese de investimento no câmbio, na inflação e na inclinação da curva de juros. 

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No mês passado, o Fundo Verde teve queda de 0,65%, enquanto acumula no ano recuo de 1,95%. Segundo o gestor, as perdas no mês vieram de posições em moedas, conforme a valorização do real se acentuou ao longo do mês. 

Ainda sobre o fundo, a negociação entre Credit Suisse Hedging-Griffo e Luis Stuhlberger, responsável pela gestão do Fundo Verde – que está entre os maiores e mais rentáveis fundos do Brasil – terminou nesta quarta-feira com uma nova parceria entre o renomado gestor e a instituição, resultando na criação da gestora Verde Asset Management. Segundo comunicado divulgado pelo banco aos seus clientes, a nova gestora iniciará suas atividades nas mesmas instalações atuais a partir de janeiro do ano que vem e terá Stuhlberger como acionista – Credit Suisse e os membros da atual equipe do gestor terão participações minoritárias na asset.