Cerco a Lula

Fundador do PSDB, Bresser-Pereira sai em defesa de Lula no Facebook

"Não é razoável o que se está fazendo com Lula. Só um clima de intolerância e de ódio pode explicar o cerco de que está sendo vítima", afirmou o ex-ministro

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SÃO PAULO – Um texto do começo do mês de fevereiro vem ganhando destaque nas redes sociais. O fundador do PSDB Luiz Carlos Bresser-Pereira e ex-ministro dos governos José Sarney e Fernando Henrique Cardoso utilizou o seu perfil no Facebook para defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Em artigo entitulado “O cerco a Lula”, Bresser-Pereira afirma: “há meses que eu ouço frases como: ‘Quando vão chegar no Lula?’, ou então, ‘Quando vão pegá-lo?’. Porque, afinal, este é o objetivo maior do establishment brasileiro: atingir o maior líder popular do Brasil desde Getúlio Vargas. Não porque ele seja desonesto, mas porque ele se manteve de esquerda, porque se manteve fiel à sua classe de origem não obstante o clássico processo de cooptação de que foi objeto. Pois bem, o establishment chegou ao Lula. Não para incriminá-lo, mas para tentar desmoralizá-lo”, ressalta.

Lula é alvo de suspeitas de ocultação de patrimônio e troca de favores. Segundo Bresser, a reforma do sítio em Atibaia (SP)  a reforma do sítio em Atibaia (SP), avaliada pela cúpula do PT como o caso que mais pode apresentar desgaste à imagem do ex-presidente, não aumentava o seu patrimônio, só lhe proporcionava mais conforto.

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“Ele não trocou a reforma do sítio por favores às duas construtoras. Não há nada sobre isto na investigação.”

“As contribuições de empresas a campanhas eleitorais (que até a decisão do Supremo eram legais) são afinal presentes. Mas é impressionante como empresas dão ou tentam dar presentes mesmo a políticos – presentes dos quais elas não esperam nada determinado em troca; fazem parte de suas relações públicas”.

O ex-ministro ainda afirmou que Lula cometeu um erro político, mas não é desonesto. Para Bresser-Pereira, o ex-presidente deveria ter feito o mesmo do que ele: “eu sempre me lembro de como tentaram reformar a piscina da casa do Ministro da Fazenda em Brasília quando ocupei esse cargo em 1987. Minha mulher os pôs para correr. Era o que devia ter feito Lula, que havia acabado de sair do governo. Não o fez, e isto foi um erro político. A reforma não aumentava seu patrimônio, apenas lhe proporcionava mais conforto. Ele não trocou o reforma do sítio por favores às duas construtoras. Não há nada sobre isto na investigação sobre o sítio”.

“Não é razoável o que se está fazendo com Lula. Só um clima de intolerância e de ódio pode explicar o cerco de que está sendo vítima”, afirma o artigo.

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