Mais uma vez...

FT compara Dilma a comediantes “Irmãos Marx” por trapalhada e pede choque de credibilidade

Jornal britânico chama a presidente brasileira de "pobre Dilma Rousseff", destacando que os preparativos atrasados para a Copa do Mundo já envergonham o País, mas também dá voto de confiança à presidente

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SÃO PAULO – As críticas com relação ao Brasil seguem na imprensa internacional. E, mais uma vez, o Financial Times tece críticas à Copa do Mundo e à Dilma Rousseff, chegando a compará-la aos comediantes norte-americanos irmãos Marx, que fizeram sucesso nos EUA com “as suas trapalhadas”. Entre as trapalhadas realizadas por Dilma, estão os preparativos para a Copa do Mundo e Olimpíada, os riscos de falta de energia e o cenário econômico ruim. 

Em texto chamado “Brazil’s Olympian World Cup Blues”, o FT chama a presidente brasileira de “pobre Dilma Rousseff”, destacando que os preparativos atrasados para a Copa do Mundo já envergonham o País, enquanto os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016 são os piores que o Comitê Internacional já viu.

O FT destaca que a economia também está em queda e o Brasil, uma vez que a queridinha do mercado, saiu do radar dos investidores. E avalia que o País precisa de um choque de credibilidade e se Dilma não entregar, as eleições de outubro irão. 

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E o Brasil enfrenta três desafios imediatos, segundo o FT: o primeiro é um escândalo de corrupção dentro da Petrobras (PETR3;PETR4), em meio ao escândalo com a refinaria de Pasadena. Como Dilma era então presidente do conselho da Petrobras, a sua reputação como um gerente experiente e competente para dirigir o País pode estar em jogo.

O segundo é o risco crescente de escassez de energia. O Brasil tem a hidrelétrica como a principal fonte de energia, sendo que está tendo que acionar termelétricas, com energia mais cara, para evitar um apagão, que é um risco real. Nenhum desses problemas ainda ressoou muito frente ao eleitorado. Mas o terceiro ponto, a Copa do Mundo, que começa em 12 de junho, com certeza poderia, afirma o FT.

“No ano passado, a inquietação generalizada sobre o alto custo do torneio , contra o estado de má qualidade dos serviços públicos, levou a tumultos. Há uma grande chance de mais protestos novamente. Isto não será o suficiente, talvez, para estragar o que certamente será um evento magnífico, mas ainda vai ser visto em todo o mundo por milhões de pessoas que estarão assistindo aos jogos na televisão”, afirma.

E diz que seria pior ainda para Dilma se o time brasileiro for mal. Os brasileiros podem perdoar os custos caso o Brasil vença a Copa. Caso contrário, os custos e as interrupções das partidas terão sido por nada. E em meados de julho, quando o futebol terminar, a eleição estará em pleno vapor.

E ressalta que Dilma é conhecida por falar ao invés de ouvir, mas há sinais de que até ela está levando em consideração as críticas que ressoam sobre ele. Há alguns sinais de que ela pode dar autonomia ao Banco Central e substituir Guido Mantega pelo atual presidente do BC Alexandre Tombini no ministério da fazenda, o que é visto como positivo pelo FT.

E finaliza que o primeiro governo Dilma foi uma decepção mas que, pelo menos, há sinais de que os mercados do país estão trabalhando como deveriam, através da transmissão de uma preocupação generalizada e crescente com a economia. “Estes estão agora começando a empurrar o debate político em uma direção favorável aos investidores. E isso é uma coisa boa”, conclui.

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