Após manifestações

Frustração com protestos não altera quadro de fragilidade política de Dilma, diz LCA

O quórum abaixo do esperado reforça a estratégia da oposição de que é preciso adiar o trâmite para tentar mobilizar a população, mas cenário segue ruim para a presidente

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SÃO PAULO – As manifestações contra o governo Dilma Rousseff ocorridas no último domingo reuniram 83 mil pessoas em 26 estados e no Distrito Federal, em aproximadamente em 100 cidades, de acordo com informações da Polícia Militar, mostrando uma adesão relativamente baixa. Em março, esse número foi pouco superior a milhão de pessoas. 

O quórum abaixo do esperado reforça a estratégia da oposição de que é preciso adiar o
trâmite para tentar mobilizar a população. A oposição agora se mobiliza para os protestos de março. 

O próximo protesto pedindo o afastamento de Dilma está marcado, segundo Kim Kataguiri, um dos líderes do Movimento Brasil Livre, para o dia 13 de março de 2016. “É quando a gente acredita que vai estar em votação no plenário da Câmara o relatório que vai sair da comissão de impeachment“. 

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Segundo Kataguiri, o número superou as previsões mais pessimistas. “Estou surpreendido positivamente. A ideia era que seria só uma sinalização de que o povo estava voltando às ruas, que estava atento ao início do processo de impeachment. Mas acabou sendo muito mais do que isso”.

Já conforme destaca a LCA Consultores, a baixa adesão ajuda a compor o discurso de falta de legitimidade do impeachment. Além disso, pode influenciar os políticos que estão indecisos em apoiar o impedimento de Dilma.

“De qualquer forma, a frustração com essas manifestações não altera o quadro atual, marcado pela fragilidade política de Dilma”, afirma a consultoria.

Ontem, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Edinho Silva, fez breve declaração sobre as manifestações ocorridas. “As manifestações são normais em um regime democrático. Tudo dentro da normalidade em um país democrático, que respeita a legalidade, que respeita as instituições; um Brasil que estamos construindo com muita dedicação democrática”, disse o ministro.

(Com Agência Brasil)

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