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SÃO PAULO – Uma das características mais marcantes dos países latino-americanos é a inclinação populista de seus governantes. Acostumados ao fervor das multidões, através de discursos em que prometiam “mundos e fundos”, os políticos populistas buscavam a manutenção do poder pela conquista da simpatia popular.
Mesmo dentro desta lógica de palavras de forte penetração popular, com presidentes tentando aumentar sua popularidade através de palavras dóceis aos ouvidos, (porém impossíveis de se concretizar na realidade) a história brasileira não passou imune a inúmeros deslizes. Veja abaixo alguma das frases mais infelizes da política brasileira:
“Esta é a última seca que assola o Nordeste.”
Juscelino Kubitschek (1902-1976), ao assumir a Presidência em 1956
“Não há tortura no Brasil.”
Ministro da Justiça do governo militar, Alfredo Buzaid (1914-1991)
“Durante muito tempo o gaúcho foi gigolô de vaca.”
“Prefiro cheiro de cavalo a cheiro de povo.”
“Sei que o país é essencialmente agrícola. Afinal, posso ser ignorante, mas não tanto.”
“Todo povo é uma besta que se deixa levar pelo cabresto.”
“Um povo que não sabe nem escovar os dentes não está preparado para votar.”
Confirmando a abertura política: “É para abrir mesmo. Quem quiser que não abra, eu prendo e arrebento.”
Perguntado, em 1979, por um garoto, sobre o que faria se seu pai ganhasse o salário mínimo: “Eu dava um tiro na cuca.”
General-presidente João Batista Figueiredo
“No Brasil, o político é veado, corno ou ladrão. A mim, escolheram como ladrão.”
“Se está com desejo sexual, estupra, mas não mata.”
Paulo Maluf (nasc. 1931)
“É dando que se recebe.”
Deputado federal Roberto Cardoso Alves (nasc. 1927): Sobre a votação do mandato de cinco anos para José Sarney.
“Elas gostam de apanhar.”
Roberto Campos (1917-2001):Em artigo sobre os direitos femininos na Constituição, em 1988.
“Duela a quien duela.”
Fernando Collor (nasc. 1949)
“A cachorra é um ser humano, e eu não hesitei.”
Ministro Antônio Rogério Magri (nasc. 1941), do Trabalho:
Sobre o uso de carro oficial para levar sua cachorra ao veterinário.
“São dois pretos admirados por todo o Brasil.”
Ministro Eliseu Padilha (nasc. 1945), dos Transportes: Comparando Pelé ao asfalto.
“O crime, muitas vezes, é inevitável.”
Ministro Íris Rezende (nasc. 1933), da Justiça