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Entrevista ao Estadão

Fraga elogia Levy e ataca governo Dilma: “carregado de incompetência e de corrupção”

Ex-presidente do BC afirma que governo Dilma é "uma ilha em um mar de mediocridade, com honrosas exceções" e já vê o Brasil em uma recessão

SÃO PAULO – Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo do último final de semana, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga fez críticas ao governo de Dilma Rousseff, mas elogiou o atual ministro da Fazenda Joaquim Levy, ao dizer que ele é “uma ilha em um mar de mediocridade, com honrosas exceções”.

De acordo com Armínio, ex-presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso e que era cotado para ser o ministro da Fazenda caso Aécio Neves (PSDB) vencesse as eleições, “o governo é carregado de incompetência, de ideologia e de corrupção”.

Fraga afirmou que está se “desintoxicando” do “baixo nível do debate” eleitoral. O economista diz que o país está vivendo “vivendo uma enorme crise de valores e isso é gravíssimo. Nós temos exemplo para todo lado, é mensalão, é petrolão, mentiras na campanha, como se tudo isso fosse muito natural. Não é”, afirmou.

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Sobre a economia, ele destacou que há um ciclo e que, desde que o presidente Lula mudou de linha na área econômica no segundo mandato, com características populistas que incluem esse tipo de discurso distorcido e muito difícil de se contradizer. “Muita gente acredita que um regime populista não se derrota; ele mesmo quebra, se destrói. Então, o que o Aécio tentou na campanha, e nós todos junto com ele, foi derrotar um regime populista que tem tentáculos enormes que atingem um número imenso de pessoas”, afirmou.

Fraga destacou que o Brasil na verdade, já sofre recessão: “o País cresceu menos de 1% no ano passado, deveria estar crescendo 4%. Vai dizer que não é recessão? Na China, quando cai de 8% para 7%, é recessão”.

E, segundo ele, os efeitos da queda na atividade econômica ao longo do primeiro mandato não foram sentidos e, quando isso ocorrer, quem sofrerá mais será a camada mais pobre da população. “As implicações de uma desaceleração drástica do crescimento, como ocorreu no primeiro mandato dela, ainda não se fizeram sentir. Estão a caminho. E quem vai sentir mais são os mais pobres. São sempre eles, sempre, sempre, sempre” afirmou.

E o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), reforçou a fala do ex-presidente do BC. Para Aloysio, Levy é um executor “solitário” enquanto a presidente Dilma Rousseff está “escondida”. “O Levy não é só a ilha em mar de mediocridade, ele tem acima dele alguém que é a encarnação da mediocridade”, afirmou ao Estadão.