Fórum Econômico Mundial: economia brasileira é considerada eficiente

Apesar da classificação, Brasil precisa melhorar em muitos aspectos, como a corrupção, a infra-estrutura e a educação

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SÃO PAULO – Entre os integrantes do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), sigla que reúne os quatro países de desenvolvimento mais próspero, as economias brasileira e russa adquiriram o grau de eficiência, estágio de desenvolvimento considerado de confiança para receber investimentos. A corrupção aparece como um dos principais problemas dos quatro, mas a Rússia, segundo os empresários, enfrenta mais problemas com a desonestidade.

Esses são alguns dos resultados do “Relatório de Competitividade Global 2007-2008”, divulgado nesta quinta-feira (1), pelo Fórum Econômico Mundial. Foram ouvidos mais de 11 mil líderes corporativos em número recorde de 131 economias do mundo inteiro.

As economias chinesa, na 34ª colocação, indiana, em 48º, e russa, na 58ª posição, foram mais bem colocadas que a brasileira, em 72º lugar. Os Estados Unidos apareceram na liderança, seguidos pela Suíça, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Finlândia e Cingapura.

Os números brasileiros

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A crise de confiança política do povo brasileiro com os seguidos escândalos de corrupção também apareceu na pesquisa. O Brasil está em 126º lugar, entre os 131 países pesquisados, quando o assunto é confiança pública no trabalho dos políticos.

O crime organizado é outro problema apontado pelos empresários, o que deixou o país em 125º. A transparência do governo nas políticas de segurança também é questionável, já que neste item aparece apenas na 107ª posição. Outro motivo de desconfiança dos empresários está no sistema educacional, que coloca o Brasil na modesta 120ª posição do ranking.

Quanto à infra-estrutura, a pesquisa apontou que a qualidade dos portos brasileiros está entre os piores, aparecendo no 116º lugar. O tempo necessário para abrir uma empresa fez o país ficar em 123º, enquanto que os direitos trabalhistas e os gastos que envolvem contratar e despedir foram responsáveis por deixar entre os 30 piores países.

Análise do relatório

O relatório aponta que o Brasil melhorou as finanças públicas, reduzindo o patamar de dívidas. Além disso, o país apresenta notável desempenho em inovação e sofisticação empresarial, temas mais avançados no caminho para o desenvolvimento, e pior avaliação em setores básicos, como infra-estrutura e instituições.

O Brasil se beneficia de grandes vantagens competitivas, entre as quais o tamanho do mercado doméstico, sua habilidade de absorver e adaptar tecnologias externas, além de aproveitar a tecnologia da informação e comunicação, especialmente a sofisticação industrial e capacidade de inovação.