Ex-tesoureiro do PT

Folha: para Vaccari, sua prisão não surpreendeu e foi até depois do esperado

Segundo o jornal, Vaccari preparava-se desde outubro para o dia de sua prisão e afirmou a aliado: "achei que fossem me prender durante a campanha e estava pronto para isso"

SÃO PAULO – De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, não se surpreendeu com a sua prisão. Aliás, ele achou até que ela demorou. 

Segundo o jornal, Vaccari preparava-se desde outubro para o dia de sua prisão. Um mês após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, ele afirmou a um aliado: “achei que fossem me prender durante a campanha e estava pronto para isso”. 

E o tesoureiro sempre afirmava que a Operação Lava Jato queria “transformar doações legais em ilegais e criar um fato midiático” com a sua prisão. 

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O PT anunciou ontem que Vaccardecidiu se afastar da sua função de tesoureiro da legenda após ser preso em mais uma etapa da Operação Lava Jato. Na nota em que comunica a decisão, o partido também “repudia” a prisão dele. Depois de se reunir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, anunciou o desligamento de Vaccari em reunião com parte da Executiva da legenda.

Na nota, o PT diz que Vaccari pediu o afastamento de seus funções na Executiva por “por questões de ordem práticas e legais”. O partido afirma que a prisão é “injustificada, visto que, desde o início das investigações, ele sempre se colocou à disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento”.

A legenda ainda diz que confia na inocência do tesoureiro, “não só pela sua conduta frente da Secretaria Nacional de Finanças e Planejamento, mas também porque, sob a égide do Estado Democrático de Direito, prevalece o princípio fundamental de que todos são inocentes até prova em contrário”. O partido acrescenta que os advogados do tesoureiro entraram com pedido de habeas corpus.