Flávio escolhe ex-ministra do TSE e advogado da Lava Jato para equipe eleitoral

O intuito do senador é dar um tom profissional para a campanha desde o começo

Caio César

O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

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O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), definiu a equipe jurídica que cuidará de sua campanha nesta eleição. Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ficará a cargo da estratégia eleitoral, enquanto o advogado que atuou na Lava Jato, Tracy Reinaldet, fará a coordenação.

O anuncio foi feito durante uma reunião com a bancada de deputados e senadores do Partido Liberal na semana passada. O intuito do senador é dar um tom profissional para a campanha desde o começo, centralizando respostas à imprensa e comunicados aos diretórios estaduais do partido nas mãos da equipe.

A nova equipe anunciada por Flávio já está atuando juridicamente, tendo pedido uma ação de provas para, caso obtenha um retorno positivo, sustentar uma denúncia eleitoral contra Lula pelo desfile da escola de samba Acadêmicos de Niteroi, que homenageou o presidente.

Eles também tem atuado na contenção da imagem de Flávio, solicitando a exclusão de conteúdos que podem causar dano ao nome do senador em plena campanha eleitoral.

Quem são os advogados

Maria Claudia Bucchianeri já advogou para o rival de Flávio e atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018. À época, ela defendeu na Justiça eleitoral a elegibilidade de Lula, que estava preso em Curitiba por uma condenação na Operação Lava Jato.

Ela também já advogou para o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira |(PP-AL), proximidade essa que a permitiu, como sugestão dele, ser nomeada por Jair Bolsonaro como ministra do TSE em 2021.

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Já Tracy Reinaldet ganhou repercussão nacional por sua atuação na Operação Lava Jato. Ele foi o responsável por firmar acordos de delação premiada com grandes nomes investigados, como o ex-ministro Antonio Palocci e Alberto Youssef.