Flávio Bolsonaro inicia ano eleitoral indo a Israel enquanto tenta unificar a direita

Após EUA, pré-candidato à Presidência viaja a Israel buscando consolidar nome; no sábado, enviou ‘sinal de paz’ a Michelle e Tarcísio
O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarca nesta segunda-feira para Israel, seu primeiro destino neste ano eleitoral, onde participará da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo entre os dias 26 e 27 de janeiro.

O parlamentar, que defendeu no sábado um palanque conjunto com outros presidenciáveis, busca se cacifar como uma liderança alinhada à direita conservadora internacional. A conferência terá a participação do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Flávio deve percorrer outros destinos internacionais antes de retornar ao Brasil, onde tenta contornar resistências à sua pré-candidatura. Recentemente, ele esteve em El Salvador e Estados Unidos para participar de agendas com políticos de direita.

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Nos dois países, entretanto, Flávio não conseguiu posar para fotos com os principais líderes locais. No país latino-americano, que se tornou destino de políticos brasileiros por causa do projeto de segurança, o senador não encontrou o presidente Nayib Bukele.

Já a ida aos Estados Unidos trouxe certa frustração. Como O GLOBO mostrou, Flávio tentou um registro ao lado do secretário de Estado do governo de Donald Trump, Marco Rubio. A invasão da Venezuela por tropas americanas e a captura de Nicolás Maduro, no início do ano, entretanto, impossibilitaram o objetivo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O anúncio da participação no evento em Israel ocorreu em dezembro, quando ele foi anunciado como palestrante e creditado na imagem como senador eleito pelo Rio, sem menção à corrida ao Planalto. Pelas redes sociais, o brasileiro se disse “profundamente honrado” pelo convite.

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“Brasil e Israel compartilham um laço histórico, humano e civilizacional sólido, construído sobre valores comuns como a liberdade, a democracia e o respeito à dignidade humana”, destacou o senador à época.

Elogios em vídeo

O anuncio de que Flávio foi escolhido pelo pai como pré-candidato à Presidência, em dezembro, mexeu no tabuleiro político da oposição. No sábado, o parlamentar disse que a união da direita em um mesmo palanque ocorrerá “no tempo certo”.

O senador defendeu uma aliança com lideranças da direita que se colocam como pré-candidatos ou são especuladas para o Planalto. Flávio cita a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG), além de Ronaldo Caiado (União-GO).

— Enquanto não é possível (a liberdade de Bolsonaro), você não gostaria de presenciar o momento em que eu, Tarcísio, Michelle, Ratinho, Zema, Caiado e tantas outras lideranças de direita estivéssemos juntos, no mesmo palanque, pela mesma causa, para resgatar o Brasil das garras do governo atual? Calma, que isso vai acontecer no tempo certo — disse Flávio em vídeo nas redes, além de elogiar Michelle e Tarcísio:

— Como a gente vai conseguir unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes? Não caia em pilha errada (…) O Tarcísio é um aliado fundamental, a Michelle tem um papel importantíssimo.

Pesquisa impulsiona

Divulgada na quarta-feira, a pesquisa Genial/Quaest mais recente mostra um impulso de Flávio como o nome do bolsonarismo contra Lula. Em um cenário de primeiro turno, o petista aparece com 36% das intenções de voto, contra 23% do filho de Bolsonaro e 9% de Tarcísio.

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Em cenário de segundo turno, o petista pontuaria 45% contra 38% de Flávio. Já na sondagem em que a disputa é com Tarcísio, Lula teria com 44% contra 39% do governador de São Paulo, o adversário mais bem colocado contra o petista.