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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reforçou nesta quinta-feira (11) que, caso avance como candidato à Presidência da República em 2026, pretende manter como referência a política econômica implementada durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro.
A sinalização foi feita em entrevista ao “Irmãos Dias Podcast” e foi interpretada como um aceno direto ao mercado financeiro, em meio às primeiras reações à sua pré-candidatura.
Flávio afirmou que a orientação liberal adotada por Paulo Guedes continuará a nortear seu projeto político, com foco em desburocratização, estímulo à iniciativa privada e redução do papel do Estado na condução da economia.
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Segundo o senador, o governo deve atuar apenas de forma pontual, para corrigir desequilíbrios específicos, enquanto o crescimento econômico ficaria majoritariamente a cargo do setor privado.
Ao longo da entrevista, o parlamentar também criticou políticas sociais do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citando programas de transferência de renda como exemplo de um modelo que, na sua avaliação, amplia excessivamente a presença do Estado. Para Flávio, a economia deve ser movida por empreendedores, e não por ações diretas do governo federal.
A declaração ocorre poucos dias após o senador afirmar publicamente que sua candidatura ao Planalto é “irreversível”. Desde então, agentes do mercado passaram a acompanhar com mais atenção os movimentos do campo da direita.
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Na terça-feira (9), o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,435, com alta de 0,26%, em um ambiente de maior cautela dos investidores diante do cenário eleitoral.
Apesar da tentativa de aproximação com o mercado, avaliações no setor financeiro seguem apontando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o nome mais competitivo da direita para enfrentar Lula em 2026.
Ainda assim, Flávio tem buscado se apresentar como alternativa viável, destacando sua formação em políticas públicas e empreendedorismo e prometendo continuidade a um modelo econômico alinhado ao livre mercado.