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Fitch vê limite da dívida dos EUA como ameaça a perspectiva de rating do país

Apesar disso, a agência acredita que os EUA entrarão um acordo para elevar limite da dívida até agosto, evitando inadimplência

SÃO PAULO – A Fitch afirmou, por meio de relatório, que os Estados Unidos podem ter problemas em manter o seu rating na categoria “AAA” caso o governo não defina até agosto o aumento do limite da dívida nacional.

“No caso de os EUA não elevarem o teto da dívida em tempo hábil, isso implicaria uma crise de governança, que poderia colocar em perigo a classificação ‘AAA’ do país”, afirma David Riley, diretor de ratings soberanos da Fitch. 

Só discussão
Apesar disso, a  agência de classificação de risco afirmou que acredita que os EUA entrarão em um acordo para elevar o limite da dívida do país a tempo e, assim, conseguirá evitar a inadimplência no curto prazo.

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“Contudo, se ao contrário das expectativas, um aumento do limite da dívida não foi aprovado até o dia 2 de agosto ou até a última data indicada pelo Tesouro norte-americano, a avaliação dos Estados Unidos será colocada em perspectiva negativa”, afirma a agência.

Esse corte de perspectiva da maior economia do mundo, segundo a Fitch, teria grandes consequências em um cenário de fragilidade da Zona do Euro e poderia colocar em risco a ainda frágil recuperação da economia global. 

O limite de endividamento de US$ 14,29 biliões foi atingido no dia 16 de maio pelos Estados Unidos, mas ganhou mais tempo para elevar o limite com medidas extraordinárias do Tesouro – essas medidas, contudo, só garantem financiamento até o dia 2 de agosto.

Segundo o secretário do Tesouro do País, Timothy Geithner, depois dessa data o caixa do governo e sua habilidade de se financiar para cumprir seus compromissos com o mercado serão insuficientes. 

Outras agências
Em abril deste ano, a agência de classificação de risco S&P colocou o rating da dívida soberana norte-americana em perspectiva negativa, apesar de ter reafirmado a nota para a dívida soberana do país em AAA. 

A Moody’s – que completa o trio de maiores e mais influentes agências de rating – também afirmou  recentemente que poderá colocar o rating dos Estados Unidos em revisão para possível corte, considerando o pequeno, mas crescente, risco de o país apresentar um default de curto prazo.