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Fitch vê implicações negativas se Dilma ou Levy saírem; Petrobras tem dívida administrável

Analista Shelly Shetty, da Fitch, comenta cenário após rebaixamento de rating; se Levy sair, vamos avaliar o novo ambiente político, diz agência Para Fitch, saída de Levy e Dilma teria impacto sobre

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SÃO PAULO – Em teleconferência hoje para comentar o rebaixamento de rating do Brasil de BBB para BBB- na véspera, a Fitch Ratings destacou as incertezas politicas como um fator de instabilidade e também comentou sobre um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff que, segundo a analista Shelly Shetty, pode ter implicações negativas. Shetty afirmou que avaliará as implicações negativas caso o impeachment aconteça, mas avalia que ha incertezas sobre a inviabilidade do processo. 

“O Congresso está focando no impeachment e não no fiscal. Quanto mais longo o processo de impeachment, maior é a distração para o Congresso“, afirmou a analista. A Fitch terá mais condições nos próximos meses para avaliar o ambiente político do Brasil, elemento chave para sua decisão de tirar ou não o grau de investimento do país, disse.

Em meio às pressões cada vez maiores para que o ministro da Fazenda Joaquim Levy saia, a analista destacou que ele tem exercido um importante papel no ajuste fiscal e que deu credibilidade à agenda fiscal. “Se Levy sair, vamos avaliar o novo ambiente político”, afirmou. “Nos próximos meses, vamos continuar a monitorar os acontecimentos de perto”. 

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A Fitch ainda destacou que as dívidas do Brasil não devem crescer significativamente e que Vale, Marfrig, JBS e Petrobras têm uma divida administrável. Já os bancos podem ter uma deterioração de portfólio, mas não ha indícios de crise financeira sistêmica. 

A recessão, afirma a agência, aumentou por baixa confiança, volatilidade e investigações da Lava Jato e que é difícil ser otimista sobre a recuperação do Brasil neste ponto. Shetty afirma que é difícil ser otimista sobre a recuperação neste ponto. A deterioração fiscal vai se deteriorar mais e a dívida continuará pesando nos próximos anos. A perspectiva negativa é porque a Fitch não vê estabilização do cenário. 

Por outro lado, o Brasil ainda tem características de grau de investimento: a composição da dívida e postiva, com baixa exposição cambial, assim como reservas internacionais são positivas para o país. 

Banco Central
De acordo com a Fitch, o BC tem sido cauteloso em não usar reservas até agora e, segundo a analista, o Banco Central poderia usar reservas para impedir a contaminação das companhias. A aprovação da CPMF não está no cenário-base da Fitch.