Fitch: eleições afastam possível saída grega da Zona do Euro mas não mitiga crise

Agência de classificação de risco decide não colocar ratings soberanos de países da região sob perspectiva negativa

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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou nesta segunda-feira (18) que não vai colocar as notas de crédito da Zona do Euro sob perspectiva negativa após a vitória da Nova Democracia nas eleições na Grécia, que afastou momentaneamente a possibilidade de saída do país do bloco.

Segundo a Fitch, um novo governo à favor da permanência da Grécia na região da moeda única e do cumprimento das medidas de austeridade acordadas para recebimento do auxílio financeiro ao país deve ser estabelecido antes da reunião dos líderes da União Europeia no final de junho. Entretanto, a Fitch não se mostra otimista com o resultado das eleições. “A austeridade fiscal e uma dolorosa reforma estrutural combinada com uma grande oposição liderada pela Sryzia significa que o governo grego deve ser frágil.”

Integração fiscal e financeira
A agência reforça que a economia grega segue em uma crise intensa e afirma que será difícil o país afrouxar o programa de austeridade sem solicitar novos empréstimos, apesar de enxergar espaço para manobras no perfil financeiro do programa.

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“Embora os riscos de saída da Grécia ter sumido por agora, é pouco provável que haja uma diminuição da gravidade da crise sistêmica englobando a Zona do Euro, pelo menos até os líderes europeus articularem um caminho concreto para completar a união monetária com maior integração fiscal e financeira”, segundo a agência.

A Fitch ressalta que a pressão sobre o perfil de crédito soberano e avaliações dos governos da Zona do Euro devem aumentar enquanto não houver um caminho confiável para uma maior união política, com abordagens mais coerentes, incluindo o aumento dos recursos financeiros para evitar um contágio ainda mais severo das demais economias da região.