Elogios ao Supremo

“Fiquei muito feliz com julgamento da semana passada; STF impediu um grande retrocesso”, diz Moro

Fala ocorreu durante painel promovido pelo Fórum da Liberdade, que ocorreu nesta terça-feira

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SÃO PAULO – Em painel realizado na tarde desta terça-feira (10) no Fórum da Liberdade, promovido pelo IEE, o juiz Sérgio Moro saudou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o julgamento do habeas corpus de Lula. “Fiquei muito feliz com o julgamento da semana passada, não pelo caso em si, mas pela confirmação do precedente”, referindo-se à  possibilidade de prisão após julgamento em segunda instância.  

“O princípio da presunção de inocência não pode ser confundido com impunidade aos poderosos”, disse Moro, ressaltando que “o STF merece todos os elogios (…), pois impediu um grande retrocesso”. Ele apontou ainda que corrupção e impunidade “caminham juntos”.  

Mais cedo, em painel realizado durante a manhã, Moro afirmou que foi “muito eloquente” o voto da ministra do Supremo Rosa Weber, durante o julgamento da semana passada. Moro afirmou que o voto da ministra seguiu o raciocínio de que se consolidou a jurisprudência sobre a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. A jurisprudência, disse, “não se muda ao sabor do acaso”.

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“A ministra apelou para valores extremamente importantes para a ética da magistratura”, disse Moro. O juiz ainda elogiou o comportamento de Rosa Weber, conhecida por não dar declarações à imprensa. Na avaliação dele, a ministra está correta. “Todos os demais estão errados, inclusive eu, que estou aqui”, afirmou.

Além da ministra Rosa Weber, Moro citou o voto do ministro Barroso e considerou igualmente “eloquente” a posição do ministro do STF. 

No painel desta tarde, Moro defendeu reformas mais amplas para acabar com o loteamento político de cargos no País. “É necessário ter reformas mais amplas para diminuir incentivos à corrupção. Isso que chamamos de loteamento político de cargos públicos se encontra na raiz dos problemas da Petrobras”, disse.

(Com Agência Estado)