Após Fitch

Financial Times questiona: “as coisas podem ficar ainda piores para o Brasil?”

Para o jornal britânico, nesta quarta, as coisas ficaram piores

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 SÃO PAULO – “As coisas podem ficar ainda piores para o Brasil?”

É esta a pergunta que o Financial Times  fez logo após o corte de rating do País para grau especulativo pela Fitch Ratings, ao ressaltar que, enquanto 2015 tem sido um ano turbulento para muitos mercados brasileiros, o Brasil vem se destacando pela escalada da baderna. 

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Em matéria chamada “o horrível 2015 para o Brasil fica pior”, a publicação ressalta que a economia está uma bagunça e se prepara para a pior recessão desde a Grande Depressão, enquanto o real segue se depreciando mesmo após perder quase um terço do valor ante o dólar. Além disso, políticos e empresários brasileiros estão envolvidos no escândalo da Petrobras, enquanto a presidente Dilma Rousseff está lutando contra o impeachment. Além disso, somam-se a estes os rumores da saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

O jornal ressalta que, de alguma forma, com o rebaixamento de rating do Brasil pela Fitch, de BBB- para BB+, os eventos pioraram nesta quarta-feira. Isso porque a agência se uniu com a Standard & Poor’s, tornando o país junk por duas agências, o que deve levar a saída ainda maior de capitais.

Além disso, na semana passada, a Moody’s também alertou que poderia rebaixar o Brasil para “junk”, enquanto a Fitch destacou que não há sinal claro de melhora nos ambientes político e econômico no País.

O FT ressalta que a derrocada da atividade econômica do Brasil não está diminuindo e as previsões da Fitch agora são de uma queda do PIB de 3,7% em 2015 e de 2,5% no ano que vem, podendo ter uma queda ainda mais forte. Além disso, o ambiente externo continua a ser difícil para o Brasil com a queda dos preços das commodities, a desaceleração da China e aperto das condições financeiras internacionais. E, com o processo de impeachment se iniciando, Dilma e seus aliados estão se concentrando agora na defesa da presidente e menos no ajuste fiscal, adicionando ainda um elemento de incerteza ao ambiente político já bastante complicado.

“Não surpreendentemente, a Fitch colocou o Brasil em perspectiva negativa, podendo haver mais rebaixamentos no horizonte”, conclui o jornal.