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Fim da euforia Eike e Lula pode libertar Brasil do seus “clichês de samba”, diz FT

Segundo o jornal britânico, os anos dinâmicos do Brasil terminaram, mas o desapontamento não é de todo o mal; há agora uma visão mais realista sobre o País

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SÃO PAULO – Um artigo de opinião assinado por John Paul Rathbone e publicado no jornal britânico Financial Times diz que o desapontamento gerado com a queda de Eike Batista e o fim da era de euforia na presidente Luís Inácio Lula da Silva não é de todo o ruim. “A decepção pode, pelo menos, libertar o Brasil da prisão de seus muitos clichês (samba, praias, dinheiro, diversão!) com os quais Lula e Batista frequentemente brincaram e que o mundo tão ansiosamente comprou”. 

Segundo a publicação, Lula e Eike eram dois homens de lados diferentes da mesma moeda. Lula é chamado de “o mais bem-sucedido político do seu tempo por qualquer critério”, enquanto Eike é considerado como o ousado empresário do Rio de Janeiro, que depois de conquistar a sétima maior fortuna do mundo, de mais de US$ 30 bilhões durante os “anos incríveis” do governo Lula, está atualmente em desgraça. 

O texto traça um paralelo entre a ascensão e queda do empresário e o Brasil. Da mesma forma que Eike viu sua fortuna ruir depois da descoberta de que um poço prospectivo de petróleo – principal fonte de financiamento para seu império alavancado – estava seco, o Brasil parece ter perdido o seu caminho, assim como muitos mercados emergentes também estão perdendo seu apelo diante da revolução do gás xisto – que promete transformar os Estados Unidos e Zona do Euro. 

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Certamente, os anos dinâmicos do Brasil em meados da década passada terminaram, mas o desapontamento não é de todo o mal. Há agora uma visão mais realista sobre o Brasil, aponta a publicação. Como evidências, John Paul destaca o impacto limitado da falência de Eike, o tamanho e potencial da economia brasileira e a estabilidade do País mesmo com “uma vizinhança difícil”, citando a Venezuela, Argentina e Bolívia.