Figueiredo diz que voto de Fux “não muda nada” em ofensiva contra Brasil nos EUA

Aliado de Bolsonaro afirma que atuação em Washington continua para pressionar sanções contra autoridades brasileiras

Marina Verenicz

Jornalista brasileiro diz que falará sobre atos de Moraes contra brasileiros nos Estados Unidos. (Foto: reprodução/Youtube Paulo Figueiredo)
Jornalista brasileiro diz que falará sobre atos de Moraes contra brasileiros nos Estados Unidos. (Foto: reprodução/Youtube Paulo Figueiredo)

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O empresário e jornalista Paulo Figueiredo Filho afirmou que o voto do ministro Luiz Fux, que absolveu Jair Bolsonaro (PL) no julgamento da trama golpista, não altera a estratégia política conduzida por ele e pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.

“O que tem o voto do Fux a ver com Washington? O voto está sendo acompanhado, mas não muda nada aqui”, disse Figueiredo ao portal Metrópoles. Segundo ele, sua palavra e a de Eduardo têm peso “suficiente” para convencer o governo norte-americano a adotar sanções contra autoridades e empresas do Brasil.

Apesar da divergência de Fux, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro por quatro votos a um. O ex-presidente foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado em 2022. Também foram condenados outros sete réus considerados parte do núcleo central da conspiração.

No voto isolado, Fux defendeu a condenação apenas de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e do general Walter Braga Netto pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, absolvendo os demais acusados.

Ofensiva internacional

Figueiredo, que atua como uma das principais vozes da família Bolsonaro em Washington, reforçou que a atuação nos EUA não depende da leitura do STF sobre o caso.

A estratégia busca enquadrar a condenação de Bolsonaro como perseguição política e abrir caminho para que parlamentares republicanos defendam retaliações diplomáticas e econômicas contra o governo Lula.

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Mesmo diante da derrota jurídica no Brasil, o bolsonarismo tenta deslocar o debate para o cenário internacional, em especial o Congresso norte-americano.

O movimento se ancora no apoio de republicanos próximos a Donald Trump e aposta em transformar a condenação de Bolsonaro em mais um capítulo da guerra política e comercial entre Brasil e Estados Unidos.