Recuo não agradou

Fiador da reforma da Previdência, Padilha fica irritado com recuo do governo Temer

Anúncio do presidente Michel Temer na noite da última terça-feira de que a reforma da Previdência excluirá servidores de Estados e municípios não agradou o ministro

SÃO PAULO – O anúncio do presidente Michel Temer na noite da última terça-feira de que a reforma da Previdência excluirá servidores de Estados e municípios irritou o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, de acordo com informações da coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo. O ministro teria se irritado com o recuo do governo. 

“Eliseu Padilha não participou do anúncio do governo ontem sobre a Reforma da Previdência. Ficou irritado com a decisão que exclui servidores estaduais e municipais da medida”, diz o jornal.

Temer fez o anúncio, em pronunciamento à imprensa no Palácio do Planalto, ao lado de parlamentares como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o presidente da comissão especial que trata da reforma, Carlos Marun (PMDB-MS), e o relator da matéria, Arthur Oliveira Maia (PPS-BA). “Reforma da Previdência é para os servidores federais”, disse Temer aos jornalistas durante o pronunciamento.

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“Refletindo aquilo que o Congresso Nacional tem formulado com frequência e até com insistência junto à Presidência da República, junto ao Poder Executivo, que eu venho fazer-lhes esta comunicação”, acrescentou. Temer afirmou que tomou a decisão após recentes reuniões e que a medida foi tomada, segundo ele, em respeito ao sistema federativo e para evitar o que chamou de invasão de competência.

Ontem, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que o recuo do governo ao retirar os servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência terá impacto zero nas contas federais. Dyogo negou que a mudança de planos prejudicará o ajuste fiscal dos Estados, negociado desde o ano passado pela União. 

Já o presidente da Câmara dos Deputados afirmou que a decisão do governo “facilita muito” a aprovação da proposta no Congresso Nacional. Segundo ele, a exclusão tira 70% da pressão que parlamentares estavam recebendo para votar contra a reforma.

(Com Agência Estado)