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Entrevista à Folha

FHC diz que Dilma está numa armadilha e arrisca: “Lula perderia eleições hoje”

Em entrevista à Folha de S. Paulo, ex-presidente afirmou que Dilma tornou-se refém de seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy

(Agência Brasil)

SÃO PAULO – Em nova entrevista, desta vez para o jornal Folha de S. Paulo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a falar de seus sucessores e sobre a conjuntura política nacional.

De acordo com o ex-presidente, Dilma tornou-se refém de seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy. “Ela não pode demitir. Ela é refém dele. […] Ela está presa, não tem muito por onde escapar”. 

FHC ressaltou ainda que Dilma vive numa “armadilha”. Isso porque ela é forçada a promover um ajuste duro e sem força para convencer aliados do PT e do PMDB a aprovar as medidas propostas pela equipe econômica de seu governo.

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Perguntado se Levy terá força para bancar o ajuste, FHC respondeu: “ele não tem experiência política. Quando fiz o Plano Real, o que eu fazia? Eu falava. Minha função era política. Eu não era técnico, não sou economista sequer. Alguém tem que fazer isso. No caso, era eu, não o presidente, mas alguém tem que fazer”. 

E, para ele, em 2005 – com Lula – havia possibilidade legal de pedir impeachment contra Lula. “Agora, quem está processando a Dilma por algo que ela fez? Não tem”, afirmou. 

E, segundo FHC, Lula perderia as eleições hoje.  “Vou dizer uma coisa arriscada: o Lula perde hoje. Hoje [se Dilma cai e fazem novas eleições], o Lula perde. Mas não penso eleitoralmente. Sou democrata. Não vou dizer: ‘Então vamos fazer o impeachment porque o Aécio [Neves] ganha, o Geraldo [Alckmin] ganha, ou eu ganho’. Não estou dizendo que nunca vai se chegar a tal ponto [do impeachment]. Não sei”.

Questionado sobre casos de propina na Petrobras que começaram no seu governo, ele afirmou: “Pode ter havido corrupção no meu governo? Houve muito homicídio no meu governo, sabia? Marido matou mulher, mulher matou marido. O que eu tenho a ver com isso? Não há nem acusação desse tipo de organização no meu governo”.