Dia pó-protestos

FHC defende distanciamento de partidos dos protestos; já Aécio conversará com movimentos

Ontem, lideranças dos protestos classificaram a oposição como “frouxa” e pediram uma postura mais enfática em relação ao impeachment de Dilma

SÃO PAULO – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso minimizou nesta segunda-feira (13) as críticas ao PSDB feitas durante os protestos do último domingo. Ontem, lideranças dos protestos contra o governo de Dilma Rousseff classificaram a oposição como “frouxa” e pediram uma postura mais enfática em relação ao impeachment da presidente. As informações são da Folha de S. Paulo e do O Estado de S. Paulo

Ele afirmou ainda que a tensão entre as ruas e os partidos é normal: “se os partidos fossem para a rua acho que seria mais grave, porque seria instrumentalizar aquilo que não é instrumentalizável”. 

O ex-presidente deu as declarações depois de participar de um debate sobre reforma política no IFHC, em São Paulo. “O movimento tem sua dinâmica própria, não foi convocado pelos partidos. Os partidos têm uma responsabilidade constitucional. É natural que os movimentos exijam mais. Isso os líderes políticos têm que mensurar, ver o que é possível fazer e o que não em cada momento, de modo que essa quase permanente tensão entre rua e a instituição é normal, tem que existir”.

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Enquanto isso, de acordo com informações do Estadão, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) convidará nos próximos dias os movimentos que lideram as manifestações contra o governo Dilma para uma conversa, segundo o presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana. 

E, pela característica difusa dos movimentos, Aécio terá uma participação cautelosa. “É para entender. Vem Pra Rua, qual sua visão do Brasil? Movimento Brasil Livre, o que você quer da gente? Como está vendo o futuro do Brasil?”, explica Pestana.