Tropa de choque

Fechado com Temer: base aliada se une para rejeitar denúncia contra o presidente

Líder do PMDB já deu o recado: quem não cumprir a decisão sofrerá punição

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SÃO PAULO – A fim de evitar um fracasso na votação da denúncia de corrupção contra Michel Temer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e no plenário da Câmara, a base aliada se mobilizou para o “fechamento de questão” pela rejeição da denúncia contra o presidente. Nesta quarta-feira (12), PP (Partido Progressista) e PMDB já determinaram que todos os deputados votem a favor de Temer, sob pena de até a expulsão do partido, conforme o regimento interno de cada sigla.

Em vídeo publicado em sua conta oficial do Twitter (confira na íntegra no final da matéria), o presidente do PMDB, Romero Jucá, deu o recado: “delegamos ao deputado Baleia Rossi o poder de fazer preliminarmente o afastamento de qualquer parlamentar que descumpra a decisão do partido”. Segundo Jucá, quem não cumprir a decisão será enquadrado pelo conselho de ética do partido e sofrerá punição. Vale lembrar que o PMDB possui a maior bancada individual na Câmara, com 63 deputados.

Além desses dois partidos, de acordo com matéria da Folha de São Paulo, o PR (Partido da República) também deve “obrigar” seus deputados a votarem pela rejeição da denúncia contra o presidente. Somando as três siglas, Temer poderá contar com 148 deputados para apoiá-lo no plenário, um bom começo, já que para a denúncia ir para ao STF (Supremo Tribunal Federal) a oposição precisa de dois terços dos deputados (342 dos 513).

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Porém, a “tropa de choque” do governo perdeu um aliado importante nesta quarta-feira. Confirmando a orientação de Ricardo Trípoli, líder do PSDB na Câmara, na reunião do partido na última segunda-feira (10), o vice-líder tucano, Betinho Gomes, oficializou que a sigla liberou a bancada na Câmara votar a favor da denúncia contra o presidente. O PSDB possui a terceira maior bancada independente, com 46 deputados.

Confira o alerta de Romero Jucá aos peemedebista: