Fatia republicana tenta barrar votação do resgate às montadoras no Senado

'Contribuinte não pode subsidiar falências', diz opositor ao plano; democratas vêem Bush como ferramenta de persuasão

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – Os esforços da Casa Branca e dos partidários democratas encontram forte resistência do lado republicado do Senado. Após atingirem acordo para um resgate de US$ 15 bilhões às montadoras, lutam para o projeto seja votado ainda nesta quarta-feira (10). Parte dos republicanos, no entanto, tenta barrar a votação.

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, afirmou para a rede CNBC que não concorda que a votação já ocorra, pois ainda há algumas pendências com as idéias dos seus partidários. “Os republicanos não permitirão que o contribuinte subsidie falências”, destacou.

Do outro lado, o deputado Joel Kaplan acredita que o atual presidente George W. Bush pode ser uma ótima ferramenta de persuasão da fatia republicana. “O Congresso obteve grande progresso e um acordo conceitual”, defendeu.
B

Aprenda a investir na bolsa

O acordo dos democratas com membros da Casa Branca visa destinar US$ 15 bilhões a Detroit como solução de curto prazo para o setor. O montante garantiria a sobrevivência das montadoras até março de 2009, enquanto autoridades nacionais e as montadoras arquitetam um projeto de longo prazo.

Ações apagam ganhos

Após o embate sobre a estrutura do resgate, agora o episódio das montadoras vive uma disputa extra, pela votação ou não do plano no Senado ainda nesta quarta-feira. Diante destes eventos, as ações de Ford e General Motors, que dispararam no início da tarde, apagam os ganhos e assumem o campo negativo.