Farmácia Popular é a medida mais aprovada do governo Lula, aponta AtlasIntel

Gratuidade de medicamentos tem aprovação de 89% dos brasileiros; isenção do IR para renda de até R$ 5 mil aparece em segundo lugar

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A gratuidade de medicamentos e itens do Farmácia Popular é a medida do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais bem avaliada pelos brasileiros, segundo nova rodada do Latam Pulse, pesquisa da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (14). Para 89% dos entrevistados, a decisão foi um acerto.

O índice subiu sete pontos percentuais em relação à rodada divulgada em agosto, com entrevistas realizadas em julho, quando 82% classificaram a medida como acertada.

Logo atrás aparece a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês, aprovada por 84% dos entrevistados. Em seguida vêm a assinatura do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, com 69% de aprovação, e a revogação da chamada “taxa das blusinhas”, que registra 62% de apoio.

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Na outra ponta, a retirada de estatais como os Correios do programa de privatização é a decisão com pior avaliação: 50% dos entrevistados consideram a medida um erro. Em seguida aparecem o fim da obrigatoriedade das aulas em autoescolas (41% de reprovação), o arcabouço fiscal (37%) e o programa Move Brasil (34%), linha de financiamento de veículos para motoristas de aplicativo.

Ainda assim, nesses três últimos casos, a parcela que considera as medidas um acerto supera a dos que as avaliam como um erro.

A AtlasIntel ouviu 5.026 pessoas entre os dias 3 e 8 de outubro, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03663/2026.

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O futuro do Farmácia Popular tornou-se um dos temas da disputa de segundo turno da eleição presidencial. Desde a semana passada, a campanha de Lula associa o “tesouraço” defendido por Flávio Bolsonaro (PL), adversário do petista na votação de 25 de outubro, a possíveis cortes no programa e em outras políticas sociais.

Integrantes da equipe econômica do senador discutem um ajuste de até R$ 200 bilhões nas despesas da União, o equivalente a cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A campanha do PL, porém, ainda não detalhou quais gastos seriam reduzidos.

No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, o orçamento total previsto para a União é de cerca de R$ 7,5 trilhões. Desse montante, R$ 3,8 trilhões estão destinados a despesas financeiras, como refinanciamento da dívida, pagamento de juros e amortizações.

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Já as despesas primárias, destinadas ao custeio da máquina pública, programas sociais e demais políticas governamentais, somam R$ 3,4 trilhões. Os investimentos previstos em empresas estatais totalizam R$ 209,7 bilhões.

Do total das despesas previstas para 2027, 91,7% são obrigatórias. Trata-se de uma leve redução em relação a 2026, quando essa parcela correspondia a 92,4% do orçamento.

Flávio nega que pretenda extinguir o Farmácia Popular ou promover cortes em benefícios sociais. O diretório nacional do PL divulgou publicações nas redes sociais afirmando que o candidato pretende manter o programa caso seja eleito. O plano de governo registrado no TSE, entretanto, não detalha quais políticas seriam adotadas para o Farmácia Popular.

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Na semana passada, o TSE determinou a remoção de vídeos publicados nos perfis de Lula e da primeira-dama Janja Lula da Silva que atribuíam a Flávio a intenção de cortar recursos do programa.