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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, se reuniu na noite desta segunda-feira com o ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o escândalo do Banco Master, em meio às novas revelações sobre o suposto grupo criminoso que, segundo a Polícia Federal, seria liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Fachin tem se encontrado também com outros integrantes da Corte.
A reunião ocorre na semana seguinte à realização da terceira etapa da Operação Compliance Zero, que prendeu Vorcaro pela primeira vez, e às vésperas de julgamento que vai levar o caso Master pela primeira vez a um colegiado do STF – a Segunda Turma da Corte máxima vai decidir, a partir de sexta, se vai confirmar ou revogar a nova prisão do dono do Master.
A decisão de Mendonça revelou parte das suspeitas da Polícia Federal que recaem sobre Vorcaro: investigadores classificaram o banqueiro e os demais alvos da terceira fase da Compliance Zero como “profissionais do crime”. O inquérito ainda identificou um “braço armado” da suposta organização criminosa defendendo sua “neutralização” para evitar riscos a servidores responsáveis pela investigação.

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Também na semana passada, a colunista Malu Gaspar, do GLOBO, revelou que o ministro Alexandre de Moraes foi destinatário de mensagens de Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro, em 17 de novembro. Moraes nega.
Segundo a reportagem, informações extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro mostram que o banqueiro dava informações ao ministro sobre o avanço das negociações para a venda do Master e sugerem que também falou sobre o inquérito sigiloso que estava em andamento na Justiça Federal de Brasília e o levou à prisão.
Duas vezes, durante o dia, ele pergunta a Moraes se tinha alguma novidade, e ainda questiona: “Conseguiu bloquear?” Há ao todo prints de nove mensagens que mostram uma conversa via WhatsApp entre 7h19m e 20h48m de 17 de novembro — o banqueiro foi preso na noite daquele dia no Aeroporto de Guarulhos.
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