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FAB contraria Governo e aponta caça sueco vencedor no FX-2, diz jornal

Relatório da aeronáutica cria impasse, após Executivo apontar preferência pelo Rafael, da francesa Dassault

SÃO PAULO – O relatório técnico da FAB (Força Aérea Brasileira) apontou o caça Gripen NG, da empresa sueca Saab, como a primeira opção entre os finalistas do programa FX-2 do governo federal, segundo o jornal Folha de São Paulo.

A matéria aponta que o laudo contradiz o desejo, já manifestado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o Brasil adquira aeronaves do modelo francês Rafale, da empresa Dassault.

Porém, de acordo com o relatório da FAB, o modelo francês ficou em terceiro e último lugar na análise, atrás também do caça norte-americano F/A-18 Super Hornet de fabricação da Boeing, também na disputa pela renovação da frota da FAB.

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Contrário
Em setembro de 2008, Lula já havia manifestado a intenção de adquirir os caças franceses, assinando nota conjunta com o presidente Nicolas Sarkozy sobre o assunto.

Contudo, diante de manifestações contrárias por parte da FAB e de concorrentes, o governo recuou na decisão, esperando por um laudo oficial.

Embora oficialmente o governo não tenha recebido o relatório, Lula entra em um impasse: assina acordo com a empresa francesa como havia prometido, deixando de lado a análise da FAB, ou opta pela Saab e desagrada o governo francês.

Laudo
De acordo com o jornal, um dos principais critérios usados pela FAB para eleger sua primeira opção foi o custo. O fator financeiro favoreceu o sueco Gripen NG pelo seu preço menor em relação aos concorrentes, assim como no custo de manutenção.

A própria característica da aeronave – monomotor e versão de melhor performance do Gripen atualmente em operação – acabaram pesando no preço unitário reduzido que, segundo o jornal, é metade do preço do francês Rafale, ou seja, em torno de US$ 70 milhões.

Todas as especificações e explicações do relatório de 30 mil páginas foram apresentadas pela FAB ao ministro brasileiro da defesa Nelson Jobim. O presidente Lula tem liberdade para escolher qualquer uma das três opções.