Não convenceu

Explicação de Dilma para colocar Lula no ministério foi “ridícula”, afirma NYT

Em duro editorial, o jornal americano ainda diz: "se suas últimas manobras impelirem o impeachment para a linha de chegada, Dilma só poderá culpar a si mesma"

SÃO PAULO – Em editorial, o jornal americano New York Times destacou a luta pela sobrevivência política da presidente brasileira Dilma Rousseff, com o impeachment no radar em meio às investigações de corrupção e a economia em queda. Porém, surpreendentemente, afirma a publicação, ela “parece ter achado que tinha capital político de sobra” quando indicou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o ministério da Casa Civil. Em grande parte, o movimento foi feito para protegê-lo das acusações de corrupção contra ele, afirma. 

Desta forma, a explicação de Dilma para a nomeação de Lula, a de que seria uma oportunidade de trazer de volta ao governo um hábil negociador político, é “surda e ridícula”, diz o NYT. Com isso, para o jornal, Dilma criou outra crise, “de confiança em seu próprio julgamento”.

Lula diz que não é culpado das acusações contra ele mas, com essa indicação, ele e Dilma querem retardar o máximo possível o dia do julgamento, afirma o NYT, uma vez que, como ministro, ele tem foro privilegiado. 

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“Cerca de 50 autoridades –incluindo políticos de outros partidos– foram envolvidos no escândalo da Petrobras, e os brasileiros estão enojados com seus líderes, com razão. O último artifício do governo petista fez manifestantes irem às ruas para pedir a renúncia de Dilma”, afirma a publicação.

O NYT conclui: “se suas últimas manobras impelirem o impeachment para a linha de chegada, Dilma só poderá culpar a si mesma.” 

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