Lava Jato

Executivos da OAS querem Graça Foster e ministro da Justiça como testemunhas de defesa

Os dois podem ser ouvidos na ação da 10ª fase de Lava Jato, que colocou no banco dos réus o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o ex-diretor de Serviços da estatal, Renato Duque, três executivos da OAS e outros 22 acusados

SÃO PAULO – Os advogados de defesa dos executivos da empreiteira OAS presos durante a Operação Lava Jato querem que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a ex-presidente da Petrobras, Graça Foster, sejam ouvidos como testemunhas de defesa.

Os dois podem ser ouvidos na ação da 10ª fase de Lava Jato, que colocou no banco dos réus o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o ex-diretor de Serviços da estatal, Renato Duque, três executivos da OAS e outros 22 acusados.

Em fevereiro, Cardozo recebeu em uma audiência em seu gabinete três advogados representantes da empreiteira Odebrecht, que também é investigada pela Lava Jato. E o encontro levantou polêmicas quanto a uma possível interferência do Planalto acerca das investigações.

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Os pedidos de inclusão dos nomes como testemunhas serão analisados pelo juiz federal Sérgio Moro. A ação penal em que Graça Foster e o ministro da Justiça podem figurar com testemunhas diz respeito a desvios de recursos que teriam acontecido através das licitações e das obras das refinarias Getúlio Vargas (PR) e Paulínia (SP), além do Gasoduto Pilar – Ipojuca (que liga Alagoas a Pernambuco) e do duto de Urucu Coari, localizado no Amazonas.