Entrevista

EXCLUSIVO: “PT está fora do jogo e deve se reduzir muito como partido”, diz João Amoêdo

João Amoêdo deu entrevista exclusiva ao InfoMoney e comentou como fica o cenário político após Lula ser condenado

SÃO PAULO – Após o resultado da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo TRF-4, ainda com aumento da pena para doze anos e um mês, o ex-presidente do partido Novo e pré-candidato à presidência, João Amoêdo, afirmou que o PT agora é “carta fora do baralho” nas eleições de outubro.

Em entrevista ao InfoMoney, o político afirmou que o resultado foi muito positivo. “A gente deu um passo na direção de transformar o Brasil em um país admirado, acho que a justiça foi feita. A gente acaba com aquela sensação de que no Brasil há uma impunidade”, disse. “Eu espero que este cenário continue, tem vários políticos envolvidos e que têm que ser levados a julgamento. Foi uma sinalização muito boa de que ninguém no Brasil está acima da lei”, continuou ele.

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Sobre o cenário para as eleições, Amoêdo acredita que tudo mudou agora com a condenação confirmada. “Acaba com a ideia de que ele possa sair candidato. Ficou clara que a quantidade de manifestações a favor dele foi reduzida, e a gente acaba com a ideia de que estava tratando uma vítima e não um culpado”.

“Vamos ver o que o PT vai fazer, se vai vir com outro candidato, com outras ideias. Cada vez mais fica manchada a imagem do partido. Um partido que já teve tesoureiros condenados por corrupção, por envolvimento no mensalão, no petrolão, agora seu principal líder condenado. Acho que a gente está limpando a política brasileira”, afirmou o ex-presidente do Novo. “Não acredito que o PT, com todos estes problemas, traga algum candidato que venha a ser competitivo”, completou.

Para ele, o PT “está fora do jogo” e tende a se reduzir muito como partido. “Eu acho que vai ser muito bom e mais do que merecido por todo o prejuízo que o PT trouxe para a sociedade brasileira. Eu até questiono se, por tudo isso, o PT não deveria ter seu registro cassado”, afirmou, dizendo que a tendência é que os eleitores migrem para os candidatos da esquerda, mas que isso pode não ocorrer: “só em abril teremos uma sinalização maior”.