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Nadine Heredia, ex-primeira-dama do Peru, desembarcou em Brasília na manhã desta quarta-feira (16) após o governo brasileiro conceder asilo diplomático a ela e ao seu filho menor de idade.
A decisão foi tomada um dia após a Justiça peruana condená-la a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro em um caso relacionado à construtora Odebrecht.
Nadine Heredia é esposa do ex-presidente peruano Ollanta Humala (2011–2016), que foi preso logo após a leitura da sentença em Lima. Humala não solicitou asilo ao Brasil. Ambos foram acusados de receber US$ 3 milhões da construtora Odebrecht durante a campanha presidencial de 2011, valor que teria sido ocultado por meio de caixa 2. O irmão de Nadine, Ilán Heredia, também foi condenado, recebendo uma pena de 12 anos de prisão.
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A ex-primeira-dama não compareceu ao julgamento e se refugiou na embaixada brasileira em Lima imediatamente após a sentença. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Peru informou que o Brasil solicitou um salvo-conduto com base na Convenção sobre Asilo Diplomático de 1954, e o governo peruano autorizou a saída de Nadine e de seu filho.
O traslado ao Brasil foi realizado por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). A partir de agora, Nadine iniciará os trâmites burocráticos para formalizar sua permanência no país.
Segundo o advogado do ex-presidente Humala, Wilfredo Pedraza, a defesa desconhecia a decisão de Nadine de solicitar asilo. Ele classificou como irregular o cumprimento imediato da pena, uma vez que, de acordo com a legislação peruana, a prisão só deveria ocorrer após a confirmação da condenação em segunda instância.
“Isso foi violado e respalda o pedido de asilo político”, afirmou Pedraza ao jornal O Globo.
Humala e Nadine já haviam sido presos preventivamente em 2018, durante as investigações, e permaneceram detidos por nove meses. Posteriormente, conseguiram habeas corpus do Tribunal Constitucional, permitindo que respondessem ao processo em liberdade.