Lava Jato

Ex-gerente da Petrobras fará delação premiada e aceita devolver R$ 100 milhões

Assim como fizeram Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da companhia, e o doleiro Alberto Youssef, ele também pretende contar tudo que sabe sobre os esquemas de corrupção dentro da estatal

arrow_forwardMais sobre

SÃO PAULO – Após a nova etapa da operação Lava Jato levar diversos executivos presos na última sexta-feira (14), hoje foi a vez do ex-gerente-executivo da Diretoria de Serviços da Petrobras (PETR3; PETR4), Pedro Barusco, fez um acordo para realizar uma delação premiada onde se comprometeu também a devolver cerca de US$ 100 milhões.

Assim como fizeram Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da companhia, e o doleiro Alberto Youssef, ele também pretende contar tudo que sabe sobre os esquemas de corrupção dentro da estatal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. A Polícia Federal considera Barusco uma peça-chave porque deve revelar o esquema que Renato Duque – diretor de Serviços da petrolífera e que foi preso na sexta-feira -, controlava.

Barusco foi apontado como o principal colaborador de Duque na cobrança de propina pelos executivos Toyo Setal Camargo e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, que já haviam feito acordo de delação com o Ministério Público Federal no dia 22 de outubro. Os procuradores da operação Lava Jato afirmaram que as delações “deixaram clara” a participação de Barusco e Duque nos esquemas.

PUBLICIDADE

“Houve solicitação de pagamento de vantagem indevida por Renato Duque e Pedro Barusco do valor aproximado de R$ 12 milhões”, disse Camargo, que indicou ainda que a conta de onde saiu o dinheiro veio do Credit Suisse. Na obras da Refinaria Revap, em 2007, fechado em R$ 1 bilhão, a Toyo participou do consórcio controlado pela Camargo Corrêa.

Segundo o Estadão, o executivo citou o vice-presidente do grupo, Eduardo Hermelino Leite, como controlador do contrato. Segundo ele, em 2008 a empreiteira fez um contrato com a Treviso para repassar R$ 23 milhões de comissão para ele.