Novas revelações?

Ex-diretor faz vaquinha para lançar livro com bastidores de negócios com filho de Lula

Em entrevista à Folha em outubro, Marco Aurélio Vitale disse que firmas foram usadas como fachada para receber recursos da Oi direcionados a Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula, e seus sócios

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SÃO PAULO – Ex-diretor do grupo empresarial de Jonas Suassuna, que é sócio de um dos filhos do ex-presidente Lula e um dos proprietários do sítio de Atibaia (SP) atribuído ao petista, Marco Aurélio Vitale está preparando um livro chamado “Sócio do Filho”. 

Ele não quis procurar uma editora e lançou uma vaquinha no Kickante para captar apoio financeiro.

Em entrevista à Folha de S. Paulo em outubro, Vitale afirmou que firmas foram usadas como fachada para receber recursos da Oi direcionados a Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula, e seus sócios.  

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Segundo ele, o grupo Gol –que atua nas áreas editorial e de tecnologia e não tem relação com a companhia aérea de mesmo nome– mantinha contratos “sem lógica comercial” tendo como único objetivo injetar recursos da empresa de telefonia nas firmas de Suassuna. 

Segundo a Polícia Federal, as empresas receberam R$ 66,4 milhões da Oi entre 2004 e 2016. Na época, à “Folha de S.Paulo”, os advogados de Lula e da Oi negaram a prática de atos ilícitos. Já Fábio Luís não se manifestou.

Vitale afirma que o livro “Sócio do Filho” revela “as sociedades criadas e os negócios forjados visando o enriquecimento de Fábio Luis – conhecido como Lulinha, filho mais velho do ex-presidente Lula – e de seus sócios: Jonas Suassuna, Fernando Bittar (proprietários do Sítio de Atibaia) e Kalil Bittar”.

Ele afirmou que, antes de escrever o livro, teve o “cuidado de entregar, pessoalmente, todos os arquivos e documentos que atestam a sua veracidade à Polícia Federal do Paraná – Força Tarefa da Lava Jato. Além de entregar voluntariamente essas provas, oficializei em depoimentos os fatos aqui relatados à Receita Federal – Força Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, Ministério Público Federal no Rio de Janeiro e Polícia Federal – Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba”.