Análise

Eventos recentes não representam risco real para Temer, diz Eurasia

Saída de 2 ministros não aumenta probabilidade de o Senado não confirmar o impeachment de Dilma Rousseff (20%) ou de Temer não conseguir encerrar sua gestão se houver o afastamento (25%)

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(Bloomberg) – Apoio do setor privado e do Congresso assegura que será necessário muito mais para desestabilizar governo de Michel Temer, diz Eurasia em relatório que comenta saída de 2 ministros da equipe do presidente interino. Veja outros comentários:

  • Saída de 2 ministros não aumenta probabilidade de o Senado não confirmar o impeachment de Dilma Rousseff (20%) ou de Temer não conseguir encerrar sua gestão se houver o afastamento (25%)
  • Lava Jato é uma investigação altamente independente que não vai parar se Dilma for forçada a sair
  • Destinos de Eduardo Cunha e Marcelo Odebrecht, no entanto, representam riscos maiores para Temer do que as recentes alegações
  • Indiciamento formal de Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco, e de outros nove executivos, certamente sugere que a Lava Jato não é a única investigação em voga hoje
    • Operação sugere que o Brasil pode estar entrando em um novo “normal investigatório” com os promotores se sentindo incentivados a investigar
  • NOTA: Ações do Bradesco desabaram nesta terça-feira, dia 31/maio após presidente Trabuco ser indiciado na Zelotes
    • Bradesco nega contratação de investigados e atuação de Trabuco
  • NOTA: Jucá e Silveira saíram do governo Temer após vazamento de gravações com críticas à Lava Jato

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