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(Bloomberg) — Cenário para eleições 2018 é muito incerto, caracterizado por fragmentação e sentimento anti-establishment, diz João de Castro Neves, analista da consultoria Eurasia em Nova York, em entrevista concedida em São Paulo.
- “Há incentivos à esquerda e à direita para lançamentos de candidatos”; cenário é semelhante ao de 1989, com muitos candidatos, mais difícil para modelos atuais captarem tendências
- Sentimento anti-establishment indicaria alguém fora dos partidos tradicionais
- “O que filtra o radicalismo é a exigência de uma estrutura nacional, necessidade de tempo de TV, o que demanda alianças”; Collor foi eleito em eleição descasada, não havia eleição simultânea para governador
- “Ou haverá um político novo falando coisas novas, ou um político velho falando coisas novas”
- Hoje, situação é favorável a Marina, que “carrega seus 20% de apoio e não está contaminada pela Lava Jato”; chances dependerão das alianças que ela faça; tem vários critérios a cumprir antes de ganhar eleição
- Chances para candidatura petista são pequenas, mesmo com Lula; “mas PT não está morto”
- Entre os 3 nomes hoje no PSDB – Serra, Alckmin, Aécio – 2 serão candidatos
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