EUA: Obama assina lei de criação de empregos orçada em US$ 17,5 bilhões

Antes aprovada pelo Senado, medida prevê subsídios a projetos de infraestrutura e estímulos à contratação de funcionários

SÃO PAULO – Aprovada pelo Senado na última quarta-feira, nesta quinta-feira (17) foi a vez do presidente norte-americano Barack Obama assinar a lei de criação de empregos, orçada em um total de US$ 17,5 bilhões.

O projeto prevê o abono do pagamento de 6,2% em impostos federais sobre a contratação de novos empregados anteriormente desempregados há mais de dois meses. Se o funcionário for mantido por um ano, a empresa receberá mais US$ 1 mil de crédito nos impostos.

A lei também concede subsídios a projetos de infraestrutura, notadamente destinados ao reparo de rodovias e pontes. Ademais, cerca de US$ 19,5 bilhões serão aplicados em um programa de construção de estradas, que deverá durar até o final do ano.

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Segundo Obama, embora a lei seja “absolutamente necessária, de forma alguma ela é suficiente. Há muito mais que nós precisamos fazer para incentivar a contratação no setor privado e para gerar uma recuperação econômica completa”.

Desafio
Geração de empregos vem sendo um dos pontos privilegiados pela equipe econômica de Barack Obama na condução do país pós-crise financeira. Os números, no entanto, ainda apontam grande fragilidade do mercado de trabalho.

Nesta quinta-feira, o Initial Claims divulgado registrou um montante de pedidos de auxílio-desemprego na última passagem semanal levemente acima do esperado pelos analistas. A taxa de desemprego dos EUA, por sua vez, segue no elevado patamar dos 9,7%.