Entrevista

“Eu não aceito um resultado diferente da minha eleição”, diz Bolsonaro a Datena

Candidato concedeu uma nova entrevista em seu quarto no hospital, e fez críticas ao seu vice, confirmando que pediu para ele ficar quieto

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SÃO PAULO – Com previsão de sair do hospital neste fim de semana, Jair Bolsonaro (PSL) concedeu uma nova entrevista em seu quarto no Albert Einstein, desta vez ao apresentador José Luiz Datena, da TV Band. Na conversa, além de fazer duras críticas ao seu vice, general Mourão, o candidato voltou a questionar as urnas brasileiras e afirmou que não aceitará um resultado diferente de sua vitória.

Questionado sobre como ele acha que os militares reagiriam em uma eventual vitória de Fernando Haddad (PT), Bolsonaro disse que não pode responder por esta classe, mas criticou a possibilidade de não se poder fazer um auditamento das urnas e que, por isso, não aceitaria algo diferente de sua eleição.

O deputado ainda relatou o que está vendo nas ruas e que não consegue acreditar que os outros candidatos, principalmente Haddad, tenham tantos votos. Datena ainda questionou se não seria uma postura “anti-democrática” ele não aceitar o resultado da eleição, recebendo apenas um não como resposta.

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Na mesma linha, ele ainda afirmou que não acredita nas pesquisas eleitorais. “O que eu vejo nas ruas, como me tratam nas ruas, aeroportos. Não vejo eleitor de Marina, por exemplo, e dos demais candidatos.”

Na conversa, Bolsonaro reforçou diversos pontos que já havia dito para Augusto Nunes no começo desta semana, como o fato de seu agressor não ter agido sozinho e de que ele não estimula a violência. Sobre os integrantes de sua chapa, o deputado defendeu mais uma vez o economista Paulo Guedes, mas que pediu para ele evitar novas declarações por conta do uso de suas falas fora de contexto.

Por outro lado, o candidato criticou bastante o seu vice, Mourão, mesmo usando o mesmo discurso sobre o uso de declarações fora de contexto por parte da imprensa. “Falei para ele ficar quieto, estava atrapalhando […] Vice em geral não apita nada, mas atrapalha muito”, disse Bolsonaro, que defendeu o 13º salário ressaltando apenas que o general tem posições diferentes das suas.

Sobre a capa da revista Veja desta semana, em que é apresentado um processo de sua ex-mulher acusando-o de furto, sonegação e de ser uma pessoa agressiva, Bolsonaro foi curto: “minha própria ex-mulher desmente muita coisa. Numa separação é comum ter problemas, litígio, cotoveladas acontecem de ambas as partes. Teve separação de bens”, explicou.

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