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ETF brasileiro EWZ dispara 3% após Câmara admitir processo de impeachment contra Dilma

A autorização da abertura do processo de impeachment seguirá agora para análise do Senado

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SÃO PAULO – O ETF (Exchange Traded Fund) EWZ, que representa os papéis com maior peso no Ibovespa, indica um dia de forte alta para os mercados brasileiros após a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados por 367 a favor, 137 contra e sete abstenções. A autorização da abertura do processo de impeachment seguirá agora para análise do Senado. Com isso, às 08h04 (horário de Brasília), no pré-market da bolsa de Nova York, o EWZ registrava alta de 3,04%. 

No Senado, o parecer deverá ser lido na sessão de terça-feira (19) e mandado à publicação para, em seguida, ser formada comissão especial para analisar a admissibilidade do pedido de afastamento da presidente Dilma. 

Lá fora, o dia é de leve queda para as bolsas europeias, com o FTSE em baixa de 0,22% e o CAC 40 registrou baixa de 0,21%. As bolsas asiáticas caíram nesta segunda-feira, com o tombo dos preços do petróleo afetando a confiança dos investidores, com preocupações de que sete semanas de altas do mercado chinês podem não ser sustentáveis também prejudicando a confiança no país.

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O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,34%, enquanto o índice de Xangai teve baixa de 1,43%. Dezoito países exportadores de petróleo, incluindo os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), se reuniram em Doha, capital do Catar, no fim de semana em uma tentativa de chegar a um acordo para manter a produção nos níveis de janeiro até outubro deste ano. O pacto fracassou após a Arábia Saudita exigir que o Irã participasse. Os futuros do petróleo tipo Brent caíam 2,55%, a US$ 42, enquanto os dos Estados Unidos recuavam 3,17% a US$ 39,08. Às 7:44 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,36 por cento.

O índice japonês Nikkei terminou com queda de 3,4%, com os investidores e empresas avaliando o impacto dos terremotos devastadores na ilha de Kyushu sobre as cadeias de fornecimento das indústria.

(Com Reuters)

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