Estímulos às economias centrais favorecem países emergentes, dizem bancos

Analistas apontam que medidas de flexibilização monetária têm contribuído para crescimento de economias periféricas

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SÃO PAULO – Analistas do Bank of America não veem sinais de bolha nos mercados emergentes, porém o fenômeno poderá ocorrer nos próximos anos, segundo relatório assinado por Ethan Harris.

Segundo o especialista, a pressão nos preços que está ocorrendo nos países emergentes é parcialmente causada pelas medidas de flexibilização monetária que vêm sendo tomadas nas economias centrais.

Capital fluindo para emergentes
Isso se dá uma vez que a injeção de capital aplicada nos países desenvolvidos acabam indo, consequentemente, para investimentos em economias que estão apresentando maior crescimento, segundo Harris. 

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Contudo, ele reflete que, caso os países desenvolvidos abrissem mão de medidas de estímulo à economia como forma de combate ao fluxo de capital para os emergentes, o prejuízo seria ainda maior, dado que esta atitude sinalizaria a renúncia também da recuperação econômica.

Recomendações do FMI são positivas
Os analistas acreditam os países emergentes deveriam focar suas ações para a acumulação de reservas, o aperto da política fiscal e a a redução das taxas de juros, nas situações em que a inflação permitir – essas medidas vão as encontro das recomendações já indicadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).

Para Michael Gavin e Jose Wynne, analistas do Barclays, os títulos dos emergentes estão se valorizando rapidamente. Eles afimam que o “apetite para ativos de países emergentes é levado por forças cíclicas e estruturais, que ainda devem perdurar por algum tempo”. 

Títulos brasileiros são boa opção
Quanto ao Brasil, a dupla de analistas crê que são boas as perspectivas para as taxas de rentabilidade de títulos brasileiros, “apesar dos riscos de controle de capital no longo prazo”, completam.