Estatal demite economista após protesto contra Tarcísio em São Paulo

Ivan Paixão afirma ter sido desligado da consultoria da CDHU após gritar “sem anistia” para o governador

Marina Verenicz

Ativos mencionados na matéria

(Foto: Rogério Casimiro | governo do Estado de SP)
(Foto: Rogério Casimiro | governo do Estado de SP)

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A Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), estatal vinculada ao governo de São Paulo, demitiu o professor e economista Ivan Paixão após ele realizar um protesto contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O episódio ocorreu no dia 5 de setembro, quando Tarcísio caminhava a pé para a B3, no centro de São Paulo, onde participaria de um leilão de concessão de rodovias.

Ao perceber a passagem do governador, cercado por assessores e seguranças, o economista gritou duas vezes “sem anistia”, em referência ao projeto defendido por Tarcísio para beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na segunda-feira seguinte (8), Ivan foi informado de que estava desligado da consultoria. A ordem teria partido diretamente do presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino, que apresentou um relatório com seu nome à Fipe, instituição responsável pelo contrato. A informação foi confirmada pelo portal Metrópoles.

O episódio ocorreu na mesma semana em que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe. Paralelamente, Tarcísio atuava nos bastidores do Congresso para viabilizar uma proposta de anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro.