Publicidade
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), estatal vinculada ao governo de São Paulo, demitiu o professor e economista Ivan Paixão após ele realizar um protesto contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O episódio ocorreu no dia 5 de setembro, quando Tarcísio caminhava a pé para a B3, no centro de São Paulo, onde participaria de um leilão de concessão de rodovias.
Ao perceber a passagem do governador, cercado por assessores e seguranças, o economista gritou duas vezes “sem anistia”, em referência ao projeto defendido por Tarcísio para beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Continua depois da publicidade

Gleisi acusa EUA de mentir sobre julgamento de Bolsonaro e critica “ameaças” de Trump
Ministra acusa Washington de interferir na Justiça brasileira para proteger ex-presidente condenado por tentativa de golpe

“Resposta” à condenação de Bolsonaro pode ocorrer durante viagem de Lula aos EUA
Marco Rubio cita ‘juízes ativistas’ e afirma que caso contra Bolsonaro foi ‘mais um capítulo de opressão judicial’
Na segunda-feira seguinte (8), Ivan foi informado de que estava desligado da consultoria. A ordem teria partido diretamente do presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino, que apresentou um relatório com seu nome à Fipe, instituição responsável pelo contrato. A informação foi confirmada pelo portal Metrópoles.
O episódio ocorreu na mesma semana em que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe. Paralelamente, Tarcísio atuava nos bastidores do Congresso para viabilizar uma proposta de anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro.