Discurso conciliador

“Estamos juntos: governo, imprensa livre e iniciativa privada”, diz Temer

O vice-presidente afirmou que o governo é parceiro das empresas e defendeu o diálogo proposto por Dilma após a reeleição.

São Paulo – O vice-presidente, Michel Temer, do PMDB, acenou para o setor produtivo durante evento para empresários realizado pela Carta Capital, em São Paulo, e afirmou que o governo é parceiro das empresas. A iniciativa tem como objetivo minar a desconfiança que alguns membros do mercado financeiro em relação à atual gestão.

O peemedebista reforçou o discurso feito pela presidente reeleita, Dilma Rousseff, após o resultado da apuração dos votos do segundo turno e disse que é preciso que seja estabelecido um discurso entre os empresários e o governo. 

“Estamos juntos: governo, imprensa livre e iniciativa privada”, explicou Temer. “Não vivemos por conta própria. Todos nós temos que nos dar as mãos. O governo e a iniciativa privada estão unidos. Vivemos suportados pelo desenvolvimento do país, que se faz pela conexão entre a iniciativa privada juntamente com a atividade governamental”, completou, acrescentando que vê em empresários como Abilio Diniz, presidente do conselho de administração da BRF, uma sinalização de confiança na segunda gestão de Dilma. 

Além disso, o vice-presidente foi contundente ao rebater as críticas feitas pelo PSDB contra o governo e minimizou os rumores de um possível impeachment da presidente. 

“É importante nesse momento o discurso de conciliação, do diálogo nacional que a presidente propôs logo depois de sua vitória. Ninguém é dono do poder, só o povo. E os órgão exercem as funções em nome do povo. Essa forma de oposição a tudo que a situação faça é a negação da democracia”, avaliou Temer.

Otimismo de Abilio

Antes da fala do vice-presidente, o presidente do conselho da BRF endossou o discurso conciliatório de Dilma. O empresário afirmou que para reabilitar as condições de investimentos do Brasil é preciso dialogar com o governo. 

“Temos muito a reivindicar e até exigir que diminua as nossas incertezas, mas também devemos dizer a Dilma que conte conosco”, disse Abilio. “Temos que dar oportunidades para que ela cumpra suas promessas. Não fiquemos com pessimismo e achando que nada vai dar certo e que tudo está perdido”, completou.

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