Alvo da Lava Jato

Esposa de Lula cobra R$ 301 mil da Bancoop e OAS por “famigerado” triplex do Guarujá

A esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva argumenta que pagou ao longo de quatro anos parcelas do apartamento no condomínio Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo

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SÃO PAULO – A ex-primeira-dama Marisa Leticia da Silva ajuizou uma ação na 34ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo contra a empreiteira OAS e a cooperativa Bancoop. Ela cobra o ressarcimento de R$ 301 mil “em parcela única e imediata”.

A esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva argumenta que pagou ao longo de quatro anos parcelas do apartamento no condomínio Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo. Como desistiu da compra, teria direito a receber de volta o valor corrigido. 

O triplex é alvo da Operação Lava Jato; a força-tarefa apura se a OAS beneficiou Lula ao bancar reformas por conta própria em uma das unidades do condomínio. A defesa do petista alega que nunca foi dono de uma unidade no prédio, desistiu da compra e não foi favorecido pela OAS.  O Solaris era da Bancoop que, em dificuldade financeira,  repassou para a OAS empreendimentos inacabados, o que provocou a revolta de milhares de cooperados. 

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Os advogados da ex-primeira-dama alegam que ela pagou entrada de R$ 20 mil, além de prestações mensais e intermediárias até setembro de 2009. A Bancoop repassou o empreendimento à OAS e deu duas opções aos cooperados: solicitar a devolução dos recursos financeiros integralizados no empreendimento ou adquirir uma unidade da OAS, por um valor pré-estabelecido, utilizando, como parte do pagamento, o valor já pago à Cooperativa. A defesa afirma que Marisa Letícia à época não se manifestou sobre o tema, o fazendo em 2015 quando pediu a restituição dos valores colocados no empreendimento. Desde então, a Bancoop ‘não realizou a devolução do valor investido ou forneceu qualquer justificativa’.

“A autora chegou, posteriormente, a estudar a possibilidade de adquirir uma unidade no Edifício Solaris usando, como parte de pagamento, os valores que haviam sido pagos à Bancoop. Mas essa hipótese não se transformou em realidade, razão pela qual em 26 de novembro de 2015 a autora solicitou a restituição do valor integralizado no empreendimento ao assinar o Termo de Declaração e Requerimento de Demissão do Quadro de Sócios da Seccional Mar Cantábrico (“Termo de Demissão”).”