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Escolha diabólica pode fazer Brasil se afundar na crise rapidamente, diz CNBC sobre eleições

A publicação define o pleito presidencial como o mais imprevisível desde o retorno do país à democracia, três décadas atrás

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SÃO PAULO – O resultado das eleições de outubro têm potencial para impactar dramaticamente os mercados emergentes, disseram estrategistas à CNBC. A publicação define ainda o pleito presidencial como o mais imprevisível desde o retorno do país à democracia, três décadas atrás.

A matéria começa destacando a recente disparada do dólar contra algumas das principais moedas emergentes. Citando o diretor administrativo da TS Lombard, Jon Harrison, diz que as dificuldades econômicas até agora estavam sendo limitadas à Argentina e Turquia, com um potencial reduzido de repercussão a outros emergentes.

“O que mudou foi o Brasil. A probabilidade de um resultado favorável ao mercado na primeira rodada das eleições brasileiras recuou (e isso) tem o potencial de chocar os mercados com base em sua complacência”, afirma o especialista.

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Em seguida, a publicação cita o mais recente Ibope, mostrando o deputado Jair Bolsonaro (PSL) na liderança, com 22% das intenções de voto. Além disso, a CNBC lembra seus leitores estrangeiros de que Lula, que teve sua candidatura barrada, deve ser substituído pelo ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

“Uma disputa de segundo turno entre a extrema-direita de Bolsonaro e a extrema-esquerda de Haddad seria um choque para os investidores, os mercados reagiriam mal à perspectiva de que as reformas fiscais essenciais não estariam na agenda de qualquer dos candidatos”, disse Harrison.

O estrategista afirma que, neste caso, supondo que os candidatos não consigam tranquilizar os investidores, o mercado brasileiro pode se deteriorar rapidamente para “condições de crise”.

A CNBC conclui destacando um relatório de Cliff Kupchan, presidente do Eurasia Group, em que ele diz que “os mercados brasileiros acordaram para essa escolha diabólica [entre Bolsonaro e Haddad], e o real despencou”.

“Quem ganhar vai presidir uma nação polarizada, com quase metade do eleitorado vendo o novo presidente negativamente […] As perspectivas de curto prazo para a maior economia da América Latina não são boas”, conclui.

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