Análise

Equipe sugere ambiciosa agenda de reformas e credibilidade no BC, diz Eurasia

Embora a nova equipe econômica seja uma mostra de compromisso com o ajuste fiscal, o Congresso deve continuar sendo uma barreira à aprovação de reformas

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Os nomes anunciados pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para os cargos da equipe econômica sugerem que o governo Michel Temer deve apostar em uma ambiciosa agenda de reformas, avalia a consultoria de risco político Eurasia. Além disso, afirma a consultoria, a escolha do economista Ilan Goldfajn para o Banco Central (BC) representa um ganho de credibilidade para a autoridade monetária.

Embora a nova equipe econômica seja uma mostra de compromisso com o ajuste fiscal, o Congresso deve continuar sendo uma barreira à aprovação de reformas, diz a Eurasia. Os avanços, portanto, tendem a ser modestos. De qualquer forma, os analistas dizem que os nomes escolhidos possuem “fortes credenciais” e devem começar a trabalhar pela aprovação da reforma da Previdência.

Os nomes elogiados pela consultoria são Carlos Hamilton, indicado para a Secretaria de Política Econômica; Mansueto Almeida, novo chefe da Secretaria de Acompanhamento Econômico; e Marcelo Caetano, chamado para liderar a Secretaria da Previdência. “O trio, claro, não garante que reformais fiscais difíceis serão aprovadas, mas deve ajudar”, destacam os analistas.

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Em relação ao BC, a Eurasia disse a escolha de Goldfajn não foi uma surpresa. “A verdadeira notícia veio quando Meirelles afirmou que o governo vai enviar uma emenda constitucional ao Congresso que pode conceder “autonomia técnica” para o banco”, diz a consultoria. “Na realidade, a reforma dará foro privilegiado ao presidente do BC e a seus diretores e destina-se a compensar a decisão de Temer de retirar o status ministerial do banco”, explica.

A indicação de Maria Silvia Bastos para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também foi bem recebida pela consultoria, que elogiou o nome de Pedro Parente, ainda não confirmado, para a Petrobras. Os dois nomes “reforçam a convicção de Eurasia de que Temer vai colocar uma forte ênfase na privatização de ativos estatais e atrair investimentos privados para a infraestrutura”, diz a consultoria.